Professores e alunos Centro Universitário Fundação Santo André irão hoje, às 15h, à Câmara Municipal de Santo André pedir a abertura de uma CPI para apurar as supostas irregularidades cometidas pela administração do reitor Odair Bermelho.
Os professores da Fafil (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências) entraram em greve na última segunda-feira (17) para exigir a saída do reitor, decisão tomada em apoio aos estudantes, depois de a reitoria ter requisitado o auxílio da Polícia Militar para reprimir um ato contra o aumento de aproximadamente 100% nas mensalidades.
Bermelho é acusado, entre outras irregularidades, de gestão fraudulenta, elevando a dívida da instituição de cerca de R$ 40 mil, valor na época de sua posse, para R$ 2 milhões em 2006.
Por meio de cargos comissionados, o reitor teria aparelhado a Fundação com parentes de políticos, gerando uma rede de poder que, segundo os professores, já conta com 45 cargos.
Uma auditoria do Ministério Público teria levantado outras questões como a falta de concursos públicos para a contratação de professores e licitações irregulares. Um Termo de Ajustamento de Contas (TAC) teria sido entregue à reitoria na ocasião.
As aulas regulares foram suspensas e os professores ministrarão aulas públicas durante o período de greve.
Os professores são contrários ao uso de violência e à intervenção da PM e pedem a punição dos responsáveis.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da universidade alega que a reitoria não foi comunicada sobre o ato de protesto pelos professores.
Questionada sobre as alegações dos docentes, a entidade afirma que nunca houve discussão a respeito de aumento nas mensalidades e que a motivação dos professores e alunos é de caráter político-partidário e conta com a participação de ex-deputados.
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