A palavra vem do inglês, bull (touro) e ao pé da letra quer dizer algo do tipo “bancando o touro” ou, em português claro: bancando o valentão. Mas esta expressão não consegue chegar ao significado deste tipo de conduta.
Você certamente já ouviu falar nele, mas talvez não saiba exatamente o que significa. Ou talvez saiba exatamente o que quer dizer, pois foi vítima durante muito tempo.
Mas afinal, o que é o bullying?
É uma ação que envolve duas ou mais pessoas na qual a vítima sofre agressões morais, psicológicas ou mesmo físicas, de maneira contínua e intencional. Mas uma de suas características mais perversas é o fato de ela causar danos psicológicos intensos.
Em geral as vítimas de bullying são pessoas mais novas, menores ou mais fracas, fisicamente que seus agressores. Mas isso não é regra.
Ele pode começar com um apelido grosseiro que reforça uma característica física, que a vítima preferia não ver ressaltada, como estar acima ou abaixo do peso, ser muito alta ou muito baixa, usar óculos, aparelho ou mesmo ser muito inteligente. Na verdade, basta ser diferente.
Outras vezes são agressões físicas que podem parecer não ter maiores implicações como encontrões nos corredores, giz ou bolinhas de papel que insistentemente acertam um alvo específico.
Mas podem chegar a machucados mais sérios como taxinhas colocadas nas cadeiras e brigas nas quais a vítima não tem a possibilidade de se defender ou mesmo de prevenir.
Causas do comportamento abusivo
Elas variam muito. Podem ser desde carência afetiva, ausência de limites até maus-tratos e abusos sofridos pelos agressores e que podem ser de ordem física ou moral, segundo Cleo Fante, pedagoga e especialista no assunto. Não é raro o agressor já ter sido vítima, mesmo que não de um colega, mas de pais ou familiares.
É preciso deixar claro que o fenômeno é bem antigo, mas só ultimamente ganhou um nome próprio, afinal, quantas vezes você viu um filme na Sessão da Tarde no qual o valentão joga um colega na lata de lixo ou o tranca dentro do armário?
Os primeiros estudos a respeito surgiram na Suécia na década de 70, mas foi na Noruega, em 1980, que se diferenciou o bullying de brincadeiras normais da idade ou de trotes, como os dos calouros na faculdade.
No Brasil começou-se a estudá-lo por volta do ano 2000, quando uma pesquisa deu ao país o troféu de campeão latino-americano de bullying.
Apesar dos estudos e de iniciativas de escolas e governos esse comportamento só tem se intensificado, levando a casos limites de assassinatos e suicídio.
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